Curso – Sistemas de Informação, 5º Período, Noturno.
Disciplina – Banco de Dados II.
Docente - Prof. Dr. Geraldo Corrêa.
Discentes - Edson Junior, Fadrique Brito e
Thalles Carvalho.
Thalles Carvalho.
Data – 30/09/2016
Trabalho – Web Service.
Introdução
Web services é uma aplicação utilizada para integração de sistemas em rede, sendo possível a troca de mensagens entre diferentes sistemas, aplicações, plataformas e linguagens por meio de XML ou entrega de serviços na web, que padroniza as comunicações entre sistemas.
Para fazer a troca de informações entre sistemas, utiliza -se a linguagens de marcação denominada XML, onde as mensagens XML contém requisições, informações que serão passadas ao Web services para que o Web Services entenda a requisição planeja a resposta e a responda.
Outro padrão para realização para o Web Service, é o XSD ( XML Schema Definition), onde o XSD válida a requisição XML recebida no Web Service e também distribui informações por meio de leiaute, facilitando a identificação de operações do serviço.
Já o WSDL ( web Services Description Language), descreve informações do serviço, como por exemplo, como acessá-lo, características, operações e métodos, para utilização do Web Services.
Por fim temos o SOAP ( Simple Object Access Protocol) responsável por entregar a mensagem onde é definido o protocolo de transporte da mensagem até a aplicação por meio de HTTP que é o mais utilizado, trabalhando na porta 80.
Exemplo de serviços que utilizam o Web Service é a emissão de Nota Fiscal, que são enviados a empresas, que validam a autenticidade da nota garantindo segurança ao usuário.
Outro método é a consulta de CEP utilizado pelo correio.
Como é Feita a troca de Dados ?
- Primeiro o cliente cria um arquivo XML requisitando um serviço ao Web Service, neste arquivo devem estar contidas informações sobre a requisição.
- Segundo ele envia ao Web Service que irá analisar a requisição e processar a resposta ao cliente no formato XML.
- E por fim ele envia o arquivo ao Cliente, dando informações sobre a resposta, se caso a requisição foi realizada ou se deu algum erro.
Ciclo de Vida do Web Service
O desenvolvimento do ciclo de vida inclui o requisito do projeto, publicação e tempo de execução.
Na fase de construção inclui o desenvolvimento e todos testes do Web Service, define descrição da interface do serviço e toda sua implementação.
Na fase de publicação é feita a publicação do serviço e definições que serão implementados para o consumidor.
Na etapa de execução é o período que o Web Service fica disponível para ser acessado por meio da rede, podendo ser acessado através do provedor de serviços.
E Por fim a etapa de Gerenciamento, onde o monitoramento do serviço é realizada identificando erros e garantindo Segurança, confiabilidade, disponibilidade e qualidade de serviço.
Motivações para o uso:
- Integração entre serviços distintos.
- Padronização no retorno de cada requisição de serviços.
- Independência de tecnologia de desenvolvimento e plataformas.
- Os Web Services estão acima de plataformas, bancos de dados, e linguagens de programação, livrando completamente os desenvolvedores das limitações previamente encontradas na interface entre aplicativos.
- Segurança.
Aprofundamento nas tecnologias utilizadas.
XML
Extensible Markup Language. É um tipo de documento, usado pelo método SOAP para troca de mensagens. Ressalta se dois requisitos fundamentais do XML:
- Comunicação via protocolo, sendo geralmente utilizado o HTTP;
- Envia e recebe dados, formatados como documentos, em arquivos XML.
O XML é responsável por especificar como os dados serão apresentados genericamente, define como e com que qualidade os dados serão transmitidos e especifica como os serviços serão publicados e lidos.
WSDL
Web Services Description Language. É um padrão que visa descrever Web Services de forma a reduzir o máximo a necessidade de comunicação entre ambas as partes que estejam envolvidas em uma integração de dados.
Descreve serviços e suas mensagens, ignorando os protocolos de rede e os formatos das mensagens.
O WSDL descreve os serviços disponibilizados na rede através de uma semântica XML, que por sua vez, providencia os dados necessários para se chamar o sistema e procedimento que se faz necessário para que se tenha uma comunicação. Vale a comparação de que, enquanto o SOAP (ver mais abaixo) especifica a comunicação entre cliente e servidor, o WSDL especifica os serviços oferecidos.
Apesar de todas suas vantagens, o WSDL em muitas vezes é ignorado por empresas devido a sua complexidade, que utilizam um método chamado Bottom-up que serve para você descrever seu Web Service a partir de uma linguagem de programação que você escolher, porém isso pode vir a trazer alguns problemas na hora de requisitar os serviços.
SOAP
Simple Object Access Protocol. Tem foco na troca de mensagens estruturadas, sendo baseado em XML e para transmissões de mensagens utiliza, geralmente, HTTP. O SOAP não impõe semântica, tanto de programação, quanto de implementação, pois isso permite que o serviço seja chamado por aplicações feitas através de qualquer linguagem de programação, o que provê a interoperabilidade e intercomunicação entre diferentes sistemas.
O SOAP, baseado em XML, consistente, principalmente, em três partes:
- Um envelope, que define o que está na mensagem e como processá-la;
- Um conjunto de regras que são codificadas, e que expressam as instâncias dos tipos de dados definidos na aplicação;
- Uma convenção para representar chamadas a procedimentos e respostas.
O SOAP contém mecanismos que lhe ajudam a definir a unidade de comunicação, lidar com erros, mecanismos de extensão que permitem evolução e representar tipos de dados em XML entre mensagens SOAP e HTTP. Vale ressaltar a simplicidade do protocolo, sendo compatível para o serviço independente do vendedor, da linguagem, do modelo de objetos ou do transporte.
UDDI
Universal Description, Discovery and Integration. É uma especificação técnica que tem por objetivo descrever, descobrir e integrar Web Services.
Assim que um Web Service é construído, é necessário que se consiga acessar os serviços de qualquer local da internet, e uma das maneiras de se realizar isso, é fazendo com que a aplicação cliente acesse a URI do serviço. Pode-se denominar o UDDI como um mediador de serviço, cujo permite que as aplicações clientes encontrem um fornecedor do serviço necessário.
Já na sua versão 3.0, o UDDI focou na possibilidade de permitir implementações com restrições, formando uma facilidade para as empresas, de maneira privada, utilizassem do serviço, respeitando suas restrições e infra-estruturas. Há três tipos de registros no especificação UDDI 3.0:
- Privado: Também conhecido como Intranet, é um registro interno que fica isolado da rede pública e protegido por um firewall. Permite apenas o acesso à serviços para tarefas administrativas e o acesso aos dados de registros são feitos de forma segura.
- Semi Privado: Também chamado de Extranet. É um registro desenvolvido dentro de um ambiente controlado, há o acesso para a rede externa, porém seu acesso é controlado e usado/compartilhado apenas com sócios de confiança. Podem ser compartilhados dados com outros registros, sempre de modo controlado.
- Público: Chamado de Site Web. Interagindo como um usuário final, o serviço público lembra o serviço de nuvem. O acesso aos dados do registro é aberto ao público, e eles podem ser compartilhados ou transferidos para outros registros.
Em geral, o UDDI é uma interface Web, onde é definido serviços que possibilita a descrição e descoberta de negócios, organizações e outros provedores de serviços, disponibilizando o acesso e gerenciamento de tais serviços. É também baseado em outros padrões de serviços já estabelecidos, sendo eles, HTTP, XML, SOAP, etc.
Qualidade de Serviço em Web Services
Podemos definir a qualidade de serviços como um conjunto de requisitos não funcionais, eles são: desempenho, confiabilidade, disponibilidade e segurança. Com o crescimento do Web Service, as qualidades são os critérios que diferenciam os serviços. Entretanto não é algo fácil de provar que a aplicação tenha a qualidade exigida.
Temos a seguir alguns parâmetros que define a qualidade do serviço:
- Disponibilidade: É o parâmetro que define se o Web Service vai está pronto para uso quando o usuário requisitar alguma ação da aplicação.
- Confiabilidade: É a comprovação de que o serviço vai agir como o consumidor tenha esperado. É se o serviço vai ser executado de maneira correta. É o laço de confiança entre o cliente entre o provedor de serviços.
- Custo: É o valor que o provedor de serviços cobra pelo o acesso feito ao serviço.
- Throughput: É o número de requisições que são terminadas em um tempo previsto. E está ligado diretamente ao tempo de resposta do sistema. Pois quanto mais requisição ele consegue fechar em menos tempo, menor será a sobrecarga do sistema.
- Tempo de Resposta: É o tempo que a requisição demora para ser iniciada para ser executada até o momento que o requisitante recebe a resposta da mesma. Nesse tempo está embutido toda a sobrecarga e os atrasos que podem ocorrer na rede.
- Latência: Tempo gasto entre a chegada da requisição e o envio da resposta.
- Desempenho: É a medida de tempo utilizando o tempo de resposta e throughput. Desempenho é bom quando o throughput é alto e o tempo de resposta baixo.
- Segurança: É garantir a integridade das mensagens de serviço de cliente ao provedor de serviços. Está ligada diretamente a confiabilidade.
- Regularidade: Mostra se o Web Service está de acordo com as leis, regras, padrões e acordo de níveis de serviços estabelecidos.
- Robustez/Flexibilidade: É a forma que o serviço encontra para contornar entradas incorretas, incompletas e conflitantes e também para gerar o resultado correto.
- Precisão: Avalia qual é a probabilidade de ocorrer algum erro no serviço.
- Reputação: É a avaliação feita pelo o cliente. Pode ser feita no final de cada serviço, através de enquetes, perguntas e grau de satisfação.
REFERÊNCIAS
Carlos J. Feijo Lopes, Web Service: Metodologias de Desenvolvimento. Disponível em: <tp://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/559/1/LR04.pdf>.Acessado em 28 de Setembro de 2016.
DevMedia, Introdução às tecnologias Web Services: SOA, SOAP, WSDL e UDDI - Parte1. Disponível em: <http://www.devmedia.com.br/introducao-as-tecnologias-web-services-soa-soap-wsdl-e-uddi-parte1/2873> Acessado em 28 de Setembro de 2016.
Rômulo Rosa Furtado, Web Services. Disponível em <http://suporte.inf.ufes.br/files/Web%20Services.pdf>. Acessado em 28 de Setembro de 2016
Bruno Tardiole, Modelos e Algoritmos para composição de WebServices. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/55/55134/tde-05042010-111224/pt-br.php> Acessado em 28 de Setembro de 2016.
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